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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Meu aparelho ortodôntico - Estético de Safira


Olá pessoal, tudo bom com vocês?

Quem me acompanha no snapchat e no instagram sabe que eu coloquei aparelho em dezembro, logo após tirar os quatro sisos. Desde então recebo algumas perguntas sobre o porquê de eu ter escolhido o que eu coloquei e não outros, se mancha, se foi caro... etc etc. Decidi então fazer um post contando tudo aqui, pois sei que pode ajudar bastante gente. Eu mesma pesquisei bastante sobre os tipos de aparelho antes de colocar.

Antes de mais nada vou começar contando a minha história de tratamento ortodôntico. Quando eu tinha por volta de uns 13 anos eu coloquei o aparelho fixo metálico e usei por um ano e meio mais ou menos. Eu não tinha grandes problemas e nem mordida errada, mas alguns dentinhos tortos que me incomodavam bastante. Logo após a retirada do aparelho fixo comecei a usar o móvel, mas não fiz o uso correto dele. De qualquer forma, meus dentes estavam do jeito que eu queria. Só que agora, aos 20, comecei a perceber que eu estava com dois dentes inferiores apinhados e isso começou a me incomodar muito novamente. De início pensei que isso poderia ser reflexo do mal uso do aparelho móvel, mas depois de algumas radiografias vimos que meus sisos estavam contribuindo para o apinhamento dos meus dentes e que se eu não fizesse a retirada isso só iria piorar. Feito as radiografias necessárias eu logo marquei a data da extração e foi suuuper tranquila. O cirurgião foi sensacional e fez a retirada dos quatro sisos muito rapidamente e sem nenhum contratempo. 

Rosto inchado dois dias depois da extração do siso.

Nesse meio tempo entre a retirada do siso e a colocação do aparelho pesquisei bastante sobre os modelos existentes no mercado e conversei também com a minha dentista. Eu estava decidida que não queria colocar o aparelho metálico, pois não estava nem um pouco afim de usá-lo de novo, convenhamos que ele não deixa o sorriso tão bonito assim durante o tempo de tratamento, mas é uma opção muito válida para quem não quer ou não pode gastar com outros tipos de aparelhos. pois ele faz muito bem o seu trabalho. O aparelho estético é uma alternativa muito legal para quem não quer usar o metálico, os brackets são feitos com materiais bem mais discretos. Existem tipos diferentes de brackets estéticos, os de acrílico (policarbonato), os de porcelana e os de safira.
Qual a diferença entre os três?
O de acrílico eu nem levei em conta para colocar, pois ele é o mais frágil de todos, além de ser suscetível a amarelar. Também é o mais barato, girando em torno de R$200,00. O de porcelana possui uma cor mais leitosa, pode amarelar com o tempo e é relativamente frágil também, o custo desse aparelho é por volta de R$800,00. O aparelho de safira, o meu escolhido, é o mais atual e bem translúcido, o que dá ainda mais estética. Ele é sim mais frágil do que o metálico, então algumas precauções devem ser tomadas, mas em comparação aos outros dois tipos de aparelhos estéticos ele é o mais resistente de todos. O aparelho de safira NÃO amarela! Além de tudo, ele possui um coeficiente de atrito menor do que o dos outros dois o que aumenta a eficácia. 

Foto superior: aparelho de porcelana (mais leitoso). Foto inferior: aparelho de safira (mais translúcido).

O que pode amarelar são as borrachinhas, mas já existe uma solução para isso! Eu mesma comprei borrachinhas que não amarelam da marca Eurodonto que custaram R$45,00 e duram o tratamento inteiro. Eu comi molho vermelho, tomei café, vinho, açaí e a minha borrachinha ficou completamente transparente! Eu paguei R$1200,00 no meu aparelho e mensalmente pago R110,00 nas manutenções.
Além do braket transparente você pode optar por usar o fio estético também, mas eu coloquei o fio metálico, pois ouvi e li muitas reclamações do fio branco. Como ele é pintado com o tempo ele vai descascando e aí pode ficar bem feio, com algumas brancas e outras metálicas, parece que o dente está sujo. Mesmo usando o fio metálico o aparelho ficou muuuuito discreto.



Retomando a questão sobre a fragilidade. Nenhum aparelho estético é tão resistente quanto o aparelho metálico, como já disse anteriormente, mas se você quiser um sorriso mais discreto durante o tratamento terá que tomar alguns cuidados, como evitar comidas muito duras tipo amendoim, castanhas, torresmo... Senão ele pode quebrar e você terá que arcar com o custo da peça de reposição.

Ao colocar o aparelho senti um pequeno desconforto, uma dorzinha mínima e também algumas feridinhas na gengiva, mas depois de uns três dias estava tudo normal de novo e já estava acostumada.

Agora vamos falar a respeito da limpeza do aparelho. De início eu achei que seria muito ruim comer com ele, pois imaginei que qualquer sujeirinha iria ficar muito mais visível, mas foi bem tranquilo. Acho que como eu já usei aparelho eu ainda me lembro das "manhas" para limpar enquanto você está comendo. Mas é sempre bom ter uma escova unitufo e interdental e correr para o banheiro para limpar caso alguma coisa fique agarrada. Não se esqueça do fio dental! Ele é muito importante para que você mantenha seus dentes limpos e livres de cáries.

Trocando de assunto... Algumas meninas me perguntaram sobre batons! Desde 2014 eu venho me viciando cada vez mais em batons e passei a usar bastante tanto para sair quanto para o dia a dia e isso foi uma coisa que me preocupou bastante ao colocar. Será que eu vou conseguir usar batom escuro? Fazia menos de uma semana que eu tinha colocado o aparelho e eu decidi arriscar usar porque tinha uma formatura para ir e me surpreendi. Deu super certo!!! Em nenhum momento o batom manchou a borrachinha ou o aparelho. Ficou ótimo!

Alguns batons que já usei após a colocação do aparelho. Não tive nenhum problema!

Bom pessoal, essas foram as dúvidas mais frequentes de vocês, mas se eu deixei de falar sobre alguma coisa que você tem curiosidade é só deixar aqui nos comentários!
Um beijão e até a próxima.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Por que eu troquei de curso na faculdade? Arquitetura - Odontologia

Olá pessoal, tudo bom com vocês?

No final do ano passado eu postei uma foto no meu insta contando da minha mudança de curso na faculdade e muitas de vocês ficaram curiosas e queriam saber mais a respeito disso. Achei que seria legal eu fazer um post contando um pouco mais, porque imagino que assim como eu muitas pessoas também passam por isso e convenhamos que não é uma decisão tão fácil de ser tomada.
Vamos do começo.

Eu sempre fui uma criança muito, muito, mas muito agitada, daquelas que não parava quieta por cinco minutos, mas uma coisa que chamou a atenção da minha mãe foi que a única coisa que me despertava interesse e me fazia ficar quieta eram aqueles programas de saúde e emergência que passavam no canal Discovery e desde que eu me entendo por gente eu dizia que eu queria ser médica ou dentista e ponto final. Estava decidida. Em 2012 eu estava no meu terceiro ano do ensino médio e as pressões começaram. Era todo mundo perguntando e questionando o que eu queria fazer na faculdade, qual vestibular eu iria prestar, qual universidade eu queria estudar, se era aquilo mesmo, se eu tinha certeza, que eu devia olhar outras opções... Lá fui eu dar uma olhada nos outros cursos que eu nunca tinha parado para prestar atenção.


Nesse momento eu já estava pensando em Direito, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Enfermagem e Arquitetura. Depois de algumas pesquisas e conversas com profissionais das áreas acabei deixando de lado todos os outros cursos e segui com Arquitetura, porque essa área também me interessava e acreditei que poderia me dar bem nesse ramo. No final de 2012 prestei o vestibular para Arquitetura e para minha felicidade acabei passando de primeira, fiz a matrícula e no início de 2013 comecei o curso.
No início era tudo uma maravilha, muitas novidades e assuntos legais que me despertavam interesse. Os primeiros anos foram bem legais para mim, apesar de eu sempre ter aquela pulga atrás da orelha: será que eu não devia ter feito o que eu sempre pensei??? Fui levando... Afinal, eu estava gostando do curso.
O problema começou quando eu comecei a aprofundar no curso, nas disciplinas e entender o que realmente um profissional da área faz e como é a rotina de trabalho. A partir daí comecei a ficar um pouco desanimada, já não tinha mais tanto interesse nas matérias, estava achando chato e cansativo. Não era aquilo que eu queria para levar como profissão.


Perceber que eu não estava gostando naquela altura do campeonato foi difícil pra mim, eu não queria aceitar, porque eu já havia cursado a metade. Não contei para ninguém e continuei seguindo com o curso, continuei me esforçando, porque não consigo ser desleixada, mesmo não gostando e talvez por isso ninguém percebia a minha infelicidade. Mas aquilo estava me corroendo por dentro. Comecei a ficar estressada, chateada e todo dia eu ia para a cama pensando nisso. Não conseguia tirar da minha cabeça. Eu precisava abrir o jogo com alguém, porque já não aguentava ficar mais guardando apenas pra mim. Foi aí que eu conversei com meus pais, com meu namorado e com a minha melhor amiga. Disse que eu estava muito desanimada com o curso, que não estava sendo o que eu achei que iria ser e que estava pensando em trancar ou cancelar a matrícula e prestar outro vestibular.
Por mais difícil que tenha sido tomar a coragem para conversar com eles e dizer que eu estava infeliz e pensando em largar foi a melhor coisa que eu fiz, porque foi incrível todo o apoio que eu recebi deles. Meus pais disseram "filha, nós somos seus pais e queremos te ver feliz, vamos sempre te apoiar e te ajudar em tudo que a gente puder, a não ser que você esteja fazendo coisa errada... hehe". Não posso explicar para vocês o quão bom foi ouvir isso. Parece que um peso de 500kg foi tirado das minhas costas.

Naquele momento eu decidi que eu iria mesmo largar o curso, eu pensei que não valia continuar e deixar de aproveitar fazendo o que eu realmente amo e que sempre esteve presente em mim. Por causa disso eu nunca me vi 100% na arquitetura e nunca me senti realizada. Achei que era melhor recomeçar agora que eu ainda sou nova e tenho a vida toda pela frente do que ser infeliz e frustrada profissionalmente mais tarde e me arrepender amargamente de não ter recomeçado. 
Ainda era tempo de prestar o vestibular e fui na cara e na coragem. Se eu não passasse eu teria que encarar um ano de cursinho pela frente, mas graças a Deus a minha nota no ENEM era boa e garanti uma vaga em Odontologia. Sei que agora vai ser beeeem mais puxado, porque é um curso integral, ou seja, terei aula de manhã e a tarde, mas sei que vai valer a pena.
Tudo o que eu aprendi e amadureci durante esses anos eu vou levar comigo para sempre! Mas estou certa de que eu fiz a escolha certa e muito feliz por ter tido o apoio das pessoas mais importantes na minha vida.

Falei demais, né? Mas queria deixar minha história para vocês e quem sabe dar força para alguém que esteja passando por isso, porque sei como é difícil. Corra atrás dos seus sonhos!
"Errar é humano."
Um beijo e até a próxima!